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Mercado imobiliário em Curitiba (PR): o que os números mostram em 2026

Curitiba é a 4ª capital com o m² mais caro do Brasil e transacionou R$ 23,9 bilhões em imóveis em 2025. Veja os dados reais por bairro, o motivo da explosão de estúdios compactos e o que isso significa para quem vende ou compra na capital.

Corretor de imóveis olhando um tablet em primeiro plano, com o skyline de prédios de Curitiba ao fundo sob céu nublado
Curitiba fechou julho de 2026 com o m² residencial em R$ 11.761, a 4ª maior média entre as capitais do índice FipeZap. Foto base: Wilfredor / Wikimedia Commons (CC0, domínio público), editada com elementos ilustrativos.

Um corretor recebe a mesma pergunta de dois leads na mesma tarde: "o m² em Curitiba está em quanto?" O primeiro está olhando um apartamento no Batel. O segundo, na Cidade Industrial. A resposta certa para os dois é a mesma média, R$ 11.761 por metro quadrado em julho de 2026, segundo o índice FipeZap. E para os dois, essa média é quase inútil, porque um mora num bairro a R$ 17.525/m² e o outro num bairro a R$ 9.078/m², quase o dobro de diferença dentro da mesma cidade.

Curitiba também não é uma cidade de segunda residência. É a capital do Paraná, com 1,77 milhão de habitantes no Censo 2022 e estimativa de 1,83 milhão em 2025, um mercado de moradia permanente que negociou o equivalente a R$ 23,9 bilhões em imóveis em 2025, o maior valor da série histórica reconstruída pela plataforma Valor Cwb desde 2015. Isso equivale a R$ 65 milhões por dia e a uma escritura registrada em cartório a cada 14 minutos do horário comercial.

Para quem vende ou compra na capital paranaense, entender essa lógica de bairro, de linha de transporte e de perfil de comprador vale mais do que qualquer discurso genérico sobre "cidade valorizada".

Indicador Curitiba (2026)
Preço médio do m² residencial R$ 11.761 (FipeZap, julho/2026)
Posição no ranking de capitais 4ª mais cara do Brasil, atrás de Vitória, Florianópolis e São Paulo
Variação acumulada em 12 meses +3,85%
Bairro mais caro monitorado Batel, R$ 17.525/m² (FipeZap)
Bairro mais barato monitorado Cidade Industrial de Curitiba, R$ 9.078/m² (FipeZap)
Total transacionado em 2025 R$ 23,9 bilhões (Valor Cwb, maior valor desde 2015)
Rental yield (retorno de aluguel) 4,84% ao ano (FipeZap, junho/2026)
Salário médio dos trabalhadores formais R$ 4.662,13 (IBGE, Censo 2022), 4º maior entre as capitais

Dados consolidados a partir do índice FipeZap (julho/2026), da apuração da Valor Cwb publicada pelo Plural e do IBGE Cidades.

Panorama do mercado em 2026

O mercado imobiliário de Curitiba fechou 2025 em recorde e começou 2026 em desaceleração controlada, não em queda. O preço médio do m² residencial subiu 3,85% em 12 meses até julho de 2026, segundo o índice FipeZap, um ritmo bem mais lento que o de capitais como Vitória (+9,41%) ou Salvador (+11,27%) no mesmo período, mas ainda positivo e acima da inflação acumulada em boa parte da série.

O que sustentou 2025 foi volume, não só preço. A apuração da Valor Cwb, cruzando dados de ITBI, Registro de Imóveis, FipeZap e Banco Central, mostrou R$ 23,9 bilhões transacionados na cidade em 2025, o maior valor da série reconstruída desde 2015, com quase 50 mil escrituras registradas em cartório. Para 2026, a mesma apuração projeta queda de até 15% no volume financeiro, um sinal de acomodação depois do pico, não de colapso.

O aluguel residencial conta uma história parecida. Subiu 9,36% em 12 meses até março de 2026, ainda acima da inflação, mas em desaceleração constante desde o pico de 25% ao ano registrado em outubro de 2022. Um detalhe pouco comentado: a Caixa Econômica Federal concentra a maior parte do crédito imobiliário da cidade, segundo a Estatística Bancária Mensal por Município do Banco Central, mesmo fechando agências físicas na região, o que reforça o peso do crédito habitacional público no financiamento local.

R$ 11.761 preço médio do m² residencial em Curitiba, o 4º mais caro entre as capitais (FipeZap, julho/2026)
R$ 23,9 bi transacionados em imóveis na cidade em 2025, maior valor da série desde 2015 (Valor Cwb)
+9,36% alta do aluguel residencial em 12 meses até março/2026, em desaceleração desde o pico de +25% em 2022
Fontes: índice FipeZap (julho/2026) e apuração da Valor Cwb publicada pelo Plural.

Como o preço varia por bairro em Curitiba

O preço do m² em Curitiba quase dobra entre o bairro mais barato e o mais caro monitorados oficialmente pelo índice FipeZap. Em julho de 2026, o ranking dos dez bairros mais representativos ficou assim: Batel (R$ 17.525, -0,8% em 12 meses), Bigorrilho (R$ 14.058, +2,6%), Ahú (R$ 13.539, +7,0%), Juvevê (R$ 13.379, +6,9%), Água Verde (R$ 12.475, +2,2%), Cabral (R$ 12.263, +2,8%), Centro (R$ 11.159, +6,1%), Campo Comprido (R$ 10.295, +6,4%), Portão (R$ 10.005, +2,5%) e Cidade Industrial de Curitiba (R$ 9.078, +9,0%).

Castelo do Batel, mansão histórica de cúpula azul, com prédios altos do bairro Batel ao fundo, em Curitiba
O Batel concentra o m² mais caro de Curitiba, R$ 17.525 em julho de 2026, mas foi o único bairro do grupo monitorado pela FipeZap com queda de preço em 12 meses (-0,8%). Foto: Carlos Ebert / Wikimedia Commons (CC BY 2.0).

O detalhe que a maioria dos anúncios não menciona é o cruzamento entre nível de preço e ritmo de valorização. O Batel, o bairro mais caro, foi o único do grupo com queda em 12 meses. A Cidade Industrial de Curitiba, o mais barato do grupo, teve a maior alta, +9,0%. É o mesmo padrão observado em outras capitais maduras: bairro já precificado no topo tende a esfriar primeiro, enquanto bairro mais acessível e ainda em expansão de infraestrutura tende a acelerar. A FipeZap é explícita sobre um limite importante aqui: "a Fipe não divulga informações detalhadas ou tabelas de preço médio por zona, distrito ou bairro" além desses dez bairros mais representativos, o que significa que bairros populares do sul da cidade, como Cajuru, Sítio Cercado e Boqueirão, não têm uma série oficial e comparável de preço por m² disponível publicamente.

R$ 17.525 m² médio no Batel, o bairro mais caro monitorado pela FipeZap em Curitiba
R$ 9.078 m² médio na Cidade Industrial de Curitiba, o mais barato do grupo, com a maior alta em 12 meses (+9,0%)
-0,8% única queda de preço em 12 meses entre os dez bairros monitorados, justamente no bairro mais caro
Fonte: índice FipeZap, informe de julho de 2026, zonas mais representativas de Curitiba.

Cada bairro de Curitiba responde a um argumento diferente. Ter o dado certo pronto no primeiro contato é o que separa uma resposta genérica de uma que avança.

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Por que o condomínio está subindo tão rápido em Curitiba

O condomínio em Curitiba subiu muito mais rápido que o preço do imóvel em 2026, e isso muda a conta de quem compra. Segundo levantamento da Loft com 26 mil anúncios, a taxa média de condomínio na cidade subiu 29% entre janeiro e abril de 2026 em relação ao mesmo período de 2025, chegando a R$ 580 por mês, um ritmo muito acima da valorização de venda no período (+0,32% acumulado no ano pela FipeZap).

Ao contrário do padrão comum em outras capitais, em Curitiba os bairros com condomínio mais caro também foram os que mais subiram. O Batel lidera com taxa média de R$ 1.504, depois de alta de 60% em um ano. Na sequência vêm Hugo Lange (R$ 1.184, +48%) e Mossunguê (R$ 1.050, +32%). Bigorrilho (R$ 980) foi o único entre os mais caros com alta bem abaixo da média da cidade, apenas 9%. "Em Curitiba, o mercado vem passando por uma forte renovação do estoque de imóveis, com novos empreendimentos de padrão mais elevado entrando em oferta e puxando o condomínio médio para cima", explica Fábio Takahashi, gerente de dados da Loft, à reportagem.

As altas não ficaram restritas aos bairros nobres. Campo Comprido lidera o ranking de maior aumento percentual, +61%, chegando a R$ 870 mensais, seguido por Portão (+45%, R$ 520) e Água Verde (+37%). Entre bairros mais populares, Santa Cândida (+27%), Tingui (+25%) e Cidade Industrial (+24%) também tiveram alta acima da média. Do outro lado, Mercês (-15%) e São Francisco (-14%) tiveram queda, e Vista Alegre e Alto Boqueirão ficaram estáveis.

+29% alta média da taxa de condomínio em Curitiba entre jan-abr/2026 e o mesmo período de 2025 (Loft)
R$ 1.504 condomínio médio no Batel, líder da cidade, após alta de 60% em um ano
+61% maior alta percentual da cidade, em Campo Comprido, bairro fora do eixo mais nobre
Fonte: levantamento da Loft com 26 mil anúncios residenciais, publicado pelo Bem Paraná em maio de 2026.

Para quem vende, essa é uma informação que precisa entrar na conversa antes da visita, não depois. Um imóvel com preço competitivo, mas condomínio em disparada, pode inviabilizar o financiamento do comprador na análise do banco, que soma parcela e condomínio na comprovação de renda.

Por que quase todo lançamento novo é um estúdio

Os lançamentos em Curitiba migraram em massa para estúdios e compactos em 2026, e a razão é estrutural, não modismo. Segundo a Ademi-PR, cerca de 70% dos lançamentos verticais da capital em 2026 são compostos por estúdios, voltados sobretudo a investidores que buscam renda de aluguel, e aproximadamente 38% do estoque disponível na cidade já é desse perfil compacto. No primeiro trimestre de 2026, Curitiba lançou 1.863 apartamentos verticais, volume próximo ao de toda a Região Metropolitana somada.

Em volume financeiro, a capital movimentou R$ 7,4 bilhões em vendas de apartamentos novos em 2025, com queda de 19% no número de unidades lançadas e cerca de 10,2 mil unidades vendidas, um sinal de que o mercado absorveu mais do que lançou, o que reduz estoque. O programa Minha Casa Minha Vida representou apenas 5% dos empreendimentos lançados na capital, reforçando que o crescimento de compactos em Curitiba é puxado pelo investidor de renda, não pela habitação popular subsidiada.

Estufa de vidro do Jardim Botânico de Curitiba iluminada em tons de rosa ao anoitecer, com canteiro de flores amarelas em primeiro plano
Curitiba soma 64 m² de área verde por habitante, bem acima dos 18 m² recomendados pela ONU, um diferencial de planejamento urbano que ajuda a explicar por que a cidade segue atraindo moradores fixos mesmo fora do litoral. Foto: Rodrigo.Argenton / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0).

Essa concentração em compactos tem um efeito colateral que ainda não apareceu com força nos números: quanto mais estúdio for lançado ao mesmo tempo, maior o risco de excesso de oferta nesse segmento específico daqui a dois ou três anos, quando as entregas se concentrarem. A taxa de locação sobre oferta (LSO) de imóveis residenciais na capital foi de 23,7% no primeiro trimestre de 2026, um indicador de absorção ainda saudável, mas que vale acompanhar justamente nesse recorte de unidades pequenas.

Quanto é preciso ganhar para morar em Curitiba?

O custo de vida total em Curitiba gira em torno de R$ 6.842 por pessoa ao mês, ou aproximadamente R$ 16.512 para uma família de quatro pessoas, considerando moradia, alimentação, transporte, saúde e consumo. É um patamar alto para o padrão brasileiro, mas cerca de 20% mais baixo que o de Florianópolis (R$ 8.272 por pessoa), a referência mais próxima entre capitais do Sul com forte atração de profissionais qualificados.

Dentro desse custo, moradia pesa de forma desigual conforme a região: um imóvel de 85 m² mobiliado custa em média R$ 2.843 de aluguel em área comum e R$ 4.569 em área nobre. A cesta básica ficou em R$ 737,88 em dezembro de 2025, segundo o Dieese, e a tarifa de transporte público, R$ 6,00, está entre as mais caras do país para uma capital do seu porte. Para o corretor, o ponto prático é que o comprador que vem de fora, sobretudo de cidades menores do interior do Paraná, costuma subestimar esse custo mensal fixo, e a conversa sobre condomínio, IPTU e transporte precisa acontecer antes da assinatura, não depois.

Do lado da renda, Curitiba tem a 4ª maior renda média entre as capitais brasileiras. Segundo o Censo 2022 do IBGE, o trabalhador formal da capital ganhava em média R$ 4.662,13 por mês, atrás apenas de Vitória (R$ 5.242,06), Florianópolis (R$ 5.201,75) e Brasília (R$ 4.714,58). A renda domiciliar per capita também ocupava a 4ª posição, R$ 3.137,92. É essa base de renda relativamente alta, e não só o preço do imóvel isoladamente, que sustenta a capacidade de financiamento na cidade.

Por que Curitiba sustenta esse mercado

Curitiba não vende paisagem de praia nem segunda residência. Vende planejamento urbano, e isso tem peso comercial real. A cidade foi eleita a capital brasileira com a melhor qualidade de vida no Índice de Progresso Social (IPS) 2025, elaborado pelo Imazon com base em 57 indicadores, com nota 69,89, além de 1ª colocada entre capitais em qualidade ambiental pelo segundo ano consecutivo. A cidade oferece 64 m² de área verde por habitante, mais de três vezes a recomendação da ONU de 18 m², distribuídos em 44 parques, 15 bosques e 451 praças.

Entre 2023 e 2024, Curitiba somou o que a imprensa chamou de "tríplice coroa" de reconhecimento internacional: eleita cidade mais inteligente do mundo no Smart City Expo de Barcelona, comunidade mais inteligente do mundo pelo Intelligent Community Forum, e prata no Seoul Smart City Prize. Esse tipo de reconhecimento não move preço de imóvel por si só, mas alimenta um fluxo real de migração qualificada: em 2025, Curitiba liderou o saldo de empregos formais ocupados por trabalhadores migrantes no Brasil, com saldo positivo de 7.267 vagas, na frente de São Paulo (6.224) e Florianópolis (2.440), segundo a Gazeta do Povo.

64 m² de área verde por habitante em Curitiba, mais de 3x a recomendação da ONU
R$ 67.691 PIB per capita de Curitiba em 2023, a 7ª cidade mais rica do Brasil (IBGE)
+7.267 saldo de vagas formais ocupadas por trabalhadores migrantes em 2025, o maior entre as capitais
Fontes: Índice de Progresso Social 2025 (Imazon), IBGE Cidades e Gazeta do Povo.

Um mercado de moradia permanente responde melhor a atendimento rápido e consistente do que a promessa de temporada. Veja como estruturar isso na prática.

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Vale a pena vender ou comprar agora?

Para quem vende, o momento ainda favorece bairros de valorização mais recente, como Ahú e Juvevê, que subiram acima de 6,9% em 12 meses sem ainda ter atingido o teto de preço do Batel. Para quem já tem imóvel no Batel, o dado pede atenção: é o único bairro monitorado com queda no período, o que pode indicar excesso de oferta relativa naquele padrão específico, não necessariamente perda de valor estrutural do bairro.

Para quem compra pensando em renda de aluguel, a conta precisa ser feita com cuidado. O rental yield calculado pelo índice FipeZap foi de 4,84% ao ano em junho de 2026, com preço médio de aluguel de R$ 48,63/m². É um retorno abaixo do que aplicações de renda fixa sem risco pagam hoje, o que reforça que o argumento de venda mais honesto em Curitiba é valorização patrimonial de médio prazo, não renda mensal alta. Já para quem compra pensando em morar, a decisão depende menos de índice e mais de rotina: proximidade dos eixos estruturais de transporte, custo de condomínio e distância do trabalho pesam mais do que a variação percentual do bairro.

O lead está comprando para morar ou para alugar como investimento?
Investimento / renda de aluguel Seja direto sobre o yield real: 4,84% ao ano pelo FipeZap, abaixo de renda fixa sem risco. O argumento que sustenta a venda é valorização de capital no médio prazo, e vale evitar bairros com condomínio subindo mais rápido que o aluguel, como o próprio Batel.
Moradia própria Siga para a próxima pergunta: o lead já decidiu o bairro ou está comparando o custo total (preço + condomínio + IPTU) entre opções?
O lead já comparou o custo total do imóvel, incluindo condomínio, ou está olhando só o preço de venda?
Já comparou custo total Esse lead está mais avançado no processo. Avance para pré-aprovação de crédito, lembrando que a Caixa Econômica Federal concentra a maior parte do financiamento imobiliário da cidade.
Olhou só o preço de venda Mostre a conta completa antes de qualquer visita. Um imóvel no Batel ou em Hugo Lange pode ter condomínio de mais de R$ 1.100, e isso entra na análise de renda do banco tanto quanto a parcela do financiamento.

O que ainda é risco

O primeiro risco é tratar o Batel como referência de mercado inteiro. É o bairro mais caro e, ao mesmo tempo, o único em queda entre os monitorados. Usar a valorização de Ahú ou Juvevê para justificar preço de um imóvel no Batel, ou vice-versa, é o tipo de generalização que não sobrevive à checagem do cliente informado.

O segundo é o descompasso entre condomínio e preço de venda. Enquanto o m² subiu 3,85% em 12 meses, a taxa média de condomínio subiu 29% em quatro meses. Se esse ritmo continuar, o custo fixo mensal pode virar a real barreira de entrada em bairros nobres, mais do que o preço do imóvel em si.

O terceiro é a concentração em estúdios. Com 70% dos lançamentos voltados a esse formato e cerca de 38% do estoque já composto por compactos, existe risco real de saturação nesse segmento específico quando as entregas atuais se concretizarem, pressionando aluguel e revenda de unidades pequenas para baixo justamente no produto mais vendido hoje.

O quarto é populacional, e pouco falado: a capital cresceu apenas 0,09% entre 2024 e 2025, enquanto a Região Metropolitana de Curitiba cresceu 0,6% no mesmo período. Isso sugere que parte da demanda por moradia da região está migrando para municípios vizinhos, não necessariamente para dentro dos limites da capital, algo que projeções de valorização de longo prazo para bairros específicos de Curitiba deveriam considerar.

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Qual o próximo passo

Curitiba não se vende com um discurso só. Vende-se com o dado certo do bairro certo, incluindo o custo fixo mensal que a maioria dos anúncios esconde. Para ver como transformar esses números em argumento pronto de resposta a objeção real, veja o artigo de argumentos de venda para Curitiba. E para responder rápido num mercado que negociou R$ 23,9 bilhões em um único ano, a velocidade da primeira resposta pesa tanto quanto o argumento em si.

Pedrovysk

Especialista em atendimento e automação comercial para o mercado imobiliário na VGV X. Já ajudou mais de 40 incorporadoras a reorganizar o funil de resposta a leads.

Curitiba é uma cidade cara para comprar imóvel?

Está entre as mais caras do país, mas não é a mais cara. O índice FipeZap de julho de 2026 coloca Curitiba como a 4ª capital com o m² residencial mais alto, R$ 11.761, atrás de Vitória (R$ 15.448), Florianópolis (R$ 13.461) e São Paulo (R$ 12.099). Dentro da própria cidade, porém, o preço varia de R$ 9.078/m² na Cidade Industrial a R$ 17.525/m² no Batel, quase o dobro.

Qual o bairro mais barato de Curitiba?

Entre os dez bairros que o índice FipeZap monitora oficialmente em Curitiba, a Cidade Industrial de Curitiba (CIC) tem o m² mais baixo, R$ 9.078 em julho de 2026, mas também a maior alta em 12 meses do grupo, +9,0%. Fora da amostra oficial, bairros populares do sul e do extremo norte da cidade tendem a praticar valores ainda menores, sem que exista uma tabela pública consolidada por bairro.

Vale a pena comprar imóvel em Curitiba para alugar?

Depende do objetivo. O rental yield (retorno de aluguel) calculado pelo índice FipeZap de locação foi de 4,84% ao ano em junho de 2026, abaixo do que renda fixa sem risco paga hoje. Quem compra pensando só em renda mensal tende a se decepcionar. O ganho mais consistente em Curitiba tem sido a valorização do capital ao longo do tempo, não o aluguel mês a mês.

Curitiba está perdendo população para a região metropolitana?

A capital cresceu apenas 0,09% entre 2024 e 2025, chegando a 1.830.795 habitantes, segundo estimativa do IBGE. A Região Metropolitana de Curitiba como um todo cresceu 0,6% no mesmo período e já passa de 3,7 milhões de pessoas. O crescimento populacional está mais concentrado nos municípios vizinhos do que na capital, um dado relevante para quem avalia potencial de demanda de longo prazo.

Qual banco financia mais imóveis em Curitiba?

A Caixa Econômica Federal, segundo levantamento da plataforma Valor Cwb a partir da Estatística Bancária Mensal por Município do Banco Central. O banco federal concentra a maior parte do crédito imobiliário da cidade, mesmo em um período de fechamento de agências físicas.

Existe isenção de IPTU para imóvel danificado por enchente em Curitiba?

Sim, a legislação municipal prevê isenção de IPTU para imóveis que sofreram dano físico, elétrico, hidráulico ou estrutural comprovado por enchente ou alagamento. É um detalhe útil para o corretor ter em mãos ao lidar com imóveis em regiões historicamente afetadas, como trechos do Cajuru e do Boqueirão.

Qual a diferença entre o mercado de Curitiba e o do litoral catarinense?

Curitiba é um mercado de moradia permanente, com quase 1,8 milhão de moradores fixos, economia diversificada e demanda distribuída o ano inteiro. Cidades do litoral catarinense como Itapema e Balneário Camboriú vivem majoritariamente de segunda residência e sazonalidade de temporada. São lógicas comerciais opostas: em Curitiba o argumento é bairro, linha de transporte e custo fixo mensal; no litoral, o argumento é vista, temporada e exclusividade.

Fontes e referências (14)
  1. Índice FipeZap — Venda residencial, informe de julho de 2026 (PDF) Preço médio do m² em Curitiba, ranking de capitais, perfil socioeconômico e bairros representativos
  2. Índice FipeZap — Locação residencial, informe de junho de 2026 (PDF) Rental yield de 4,84% a.a. em Curitiba e preço médio do aluguel por m²
  3. Plural — Curitiba: mercado imobiliário bateu recorde em 2025, mas dá sinais de desaceleração em 2026 R$ 23,9 bilhões transacionados em 2025 (Valor Cwb, a partir de ITBI, Registro de Imóveis, FipeZap e Banco Central), aluguel +9,36% em 12 meses e domínio da Caixa no crédito
  4. Bem Paraná — Curitiba tem alta de 29% na taxa de condomínio; veja os bairros mais caros Levantamento da Loft com 26 mil anúncios, taxa média de R$ 580 e ranking de condomínio por bairro
  5. Bem Paraná — Curitiba movimenta R$ 7,4 bilhões em vendas de apartamentos em 2025 Volume de lançamentos, unidades vendidas e participação do Minha Casa Minha Vida
  6. Ademi-PR — Tendência em Curitiba: o avanço dos lares unipessoais e seus impactos no mercado imobiliário Base da tendência de estúdios e compactos nos lançamentos de 2026
  7. IBGE Cidades — Panorama de Curitiba (PR) PIB per capita, população estimada e indicadores socioeconômicos oficiais
  8. CBN Curitiba — Renda do trabalhador em Curitiba é a quarta maior do país, diz IBGE Censo 2022: salário médio de R$ 4.662,13 e renda domiciliar per capita de R$ 3.137,92
  9. CBN Curitiba — População de Curitiba chega a 1,83 milhão em 2025 e Paraná mantém 5ª maior população do país Crescimento populacional da capital e da Região Metropolitana
  10. Bem Paraná — População na Grande Curitiba cresce em 2025 e supera a marca de 3,7 milhões Crescimento da Região Metropolitana de Curitiba comparado ao da capital
  11. Gazeta do Povo — Curitiba supera São Paulo como capital que mais contrata migrantes Saldo de 7.267 vagas formais ocupadas por trabalhadores migrantes em 2025
  12. Correio Braziliense — Eleita a cidade mais inteligente do mundo, a metrópole oferece 64 m² de área verde por habitante Índice de Progresso Social (IPS) 2025 da Imazon e dados de área verde por habitante
  13. Portal da Câmara Municipal de Curitiba — Imóvel danificado por enchente pode ser isento do IPTU em Curitiba Base da regra de isenção de IPTU para imóvel afetado por enchente
  14. Prefeitura de Curitiba — Mais de 80% dos imóveis de Curitiba terão IPTU corrigido apenas pela inflação em 2026 Regra de correção do IPTU 2026 e aumento adicional para imóveis de alto padrão