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Argumentos de venda para corretores em Itapema (SC): o que responder a cada objeção

O comprador de Itapema quase sempre chega com a mesma dúvida: preço alto, ou comparação com Balneário Camboriú. Veja o que responder, com dado real, em cada situação.

Corretor de imóveis mostrando uma planta de apartamento para um casal de clientes em uma sala de vendas com vista para o mar
A objeção mais comum em Itapema não é sobre o imóvel. É sobre o preço do m² mais caro do Brasil.

Um comprador olha o valor do m² em Itapema, franze a testa e pergunta: "por que está tão mais caro que eu esperava?". É a objeção mais comum que qualquer corretor da região ouve hoje, e a resposta pronta faz toda diferença entre perder o lead ali e seguir a conversa.

Objeção comum Argumento de resposta
"O preço está muito caro" R$ 15.226 é a média da cidade, não o preço da unidade dele. Meia Praia, Centro e Morretes são mercados diferentes.
"Prefiro olhar Balneário Camboriú" Perfis diferentes: BC é vida urbana vertical, Itapema é ambiente mais tranquilo e familiar
"E se o mercado desacelerar?" Risco real (economia dependente de construção civil), mas demanda represada sustenta o ciclo hoje
"O trânsito na BR-101 é insuportável" É real e já reconhecido pela Justiça Federal. Enquadrar por frequência de uso e por bairro, nunca negar.
"Tem hospital e escola boa?" Estrutura básica na cidade, casos complexos e ensino médio completo ficam nas vizinhas
"Tem apartamento demais à venda" Verdade. Argumento vira atributo escasso (vista, andar, planta), não metro quadrado genérico.
"Vale mais a pena morar ou alugar por temporada?" Depende do perfil: retorno de 8-11% ao ano para quem investe, tranquilidade para quem mora

Referência rápida para consulta durante o atendimento. Detalhamento de cada resposta abaixo.

As objeções mais comuns sobre Itapema

A primeira objeção quase sempre é preço, e por trás dela normalmente tem alguém que pesquisou a cidade há alguns anos e agora não reconhece o valor. Itapema assumiu em 2026 a liderança nacional do m² residencial mais caro do Brasil, cerca de R$ 15.226 segundo o índice FipeZap. Isso já vem detalhado no artigo de mercado da cidade, mas o corretor precisa de uma resposta pronta na hora da conversa, não do dado isolado.

O erro que quase todo mundo comete aqui é defender o número. O que funciona é desmontá-lo. R$ 15.226 é a média de Itapema inteira, e quase ninguém compra "a média". Em março de 2026 a Meia Praia operava perto de R$ 25.679 o m², o Centro em torno de R$ 18.870 e a média da cidade em R$ 15.073, segundo levantamento por bairro de 2026. Ou seja: o cliente que se assustou com a manchete provavelmente estava olhando um preço de primeira quadra da Meia Praia e comparando com o orçamento dele. Perguntar em que bairro ele cabe reposiciona a conversa inteira, e ainda serve como qualificação. O outro lado da equação também ajuda: apesar do m² mais caro, o custo de vida diário em Itapema (hospedagem, gastronomia, estacionamento) fica até 30% menor que em Balneário Camboriú, porque a cidade tem menos verticalização e um perfil mais familiar.

A segunda objeção comum é sobre risco de desaceleração, geralmente de quem já viu alguma cidade de litoral "esfriar" depois de um ciclo de alta e não quer repetir o erro de outra pessoa. Aqui a honestidade rende mais que o otimismo cego: cerca de metade da economia local está ligada à construção civil, então um freio no setor afeta Itapema mais que uma cidade com economia diversificada. O contraponto real é que a demanda represada e a oferta baixa de imóvel pronto seguem puxando o ciclo, mas o corretor que reconhece o risco antes do cliente perguntar ganha credibilidade.

A terceira objeção é o trânsito, e ela mudou de patamar em 2026. Não é mais "acho que fica cheio no verão": em julho a Justiça Federal condenou a ANTT a indenizar nove municípios do litoral norte catarinense em R$ 1 milhão cada, Itapema entre eles, reconhecendo dano moral coletivo por "desconforto, ansiedade e irritação" causados pelos congestionamentos crônicos da BR-101. Moradores da região descrevem a rodovia como um "salve-se quem puder". Não existe argumento que apague isso, e tentar apagar é o pior caminho. O que existe é enquadramento útil: perguntar quantas vezes por semana o cliente vai precisar cruzar a BR-101. Para quem trabalha em Itajaí todo dia, isso é rotina e pesa muito. Para quem compra segunda residência de uso em feriado e verão, é um custo pontual. E o bairro muda o cálculo: Morretes fica colado na rodovia e ganha em acesso rápido às vizinhas, a Meia Praia depende de acessos que travam de verdade em janeiro.

A quarta objeção é sobre infraestrutura de serviço público: hospital e escola. Quem pergunta isso normalmente já pensou num cenário concreto, tipo "e se meu filho precisar de um pronto-socorro às 3 da manhã?". Moradores relatam sensação de serem encaminhados de um posto a outro em casos mais complexos, então minimizar essa dúvida com um "tem hospital sim" genérico não resolve a ansiedade real. Itapema tem o Hospital Santo Antônio e poucas escolas de ensino médio comparado às vizinhas, o que costuma levar famílias com filhos maiores a se deslocar até Itajaí ou Balneário Camboriú. Vale trazer o número junto: levantamentos de custo de vida na cidade apontam mensalidade de fundamental e médio geralmente entre R$ 1.300 e R$ 2.000, um valor que entra no orçamento da família e que é melhor aparecer na primeira conversa do que depois da mudança.

A quinta objeção vem de quem já abriu um portal de imóveis e viu o tamanho da vitrine: "tem apartamento demais à venda aqui". Está certo. Só na Meia Praia, as plataformas listam milhares de anúncios ativos ao mesmo tempo, e há mais de 40 torres acima de 20 andares em lançamento ou obra na cidade. Isso não é motivo para não comprar, mas muda completamente o argumento de investimento: quem compra um dois quartos genérico de 70 m² para revender em três anos vai disputar atenção com centenas de unidades quase idênticas. O que sustenta preço na revenda é atributo que não se repete: andar alto com vista definitiva, planta diferente do padrão da rua, prédio com posicionamento que não tem como ser bloqueado. Corretor que fala isso abertamente vende menos rápido e perde muito menos venda depois.

A sexta objeção, puxada pelo volume recorde de lançamentos, é o medo de comprar na planta e a obra atrasar. Aqui o corretor ganha mais mostrando a proteção legal concreta do que jurando pela idoneidade da construtora: a Lei do Distrato (Lei 13.786/2018) garante 180 dias de tolerância e, passado esse prazo, o comprador escolhe entre desfazer o contrato recebendo os valores pagos de volta ou manter a compra com indenização mensal enquanto o atraso durar. Mostrar a cláusula no contrato vale mais do que qualquer promessa verbal.

Enquanto o lead compara Itapema com outras cidades, quem responde primeiro com o dado certo sai na frente.

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Meia Praia, Centro ou Morretes: qual bairro indicar em Itapema

Depende do que o cliente vai fazer com o imóvel, e a diferença de preço entre os três bairros é grande o bastante para mudar a conversa inteira: em março de 2026 a Meia Praia estava perto de R$ 25.679 o m², o Centro em torno de R$ 18.870 e a média da cidade em R$ 15.073. Falar "Itapema" com um comprador é falar de um lugar que não existe. Ele vai morar num bairro, não numa média.

R$ 25.679 m² na Meia Praia em março de 2026, cerca de 35% acima do Centro
R$ 18.870 m² no Centro de Itapema, praia menor e mais abrigada, comércio do dia a dia
R$ 15.073 média da cidade inteira, o número que sai nas manchetes e assusta o comprador
Fonte: levantamento de preço por bairro em Itapema, março de 2026.

A Meia Praia é o endereço de vitrine da cidade: 4,5 km de orla com calçadão contínuo, mar mais calmo, torres de 15 a 45 andares e a concentração quase total do alto padrão. É onde o FipeZap mediu valorização perto de 14% ao ano. É também onde o corretor precisa ser mais honesto sobre duas coisas. A primeira é ticket: comprador com orçamento abaixo de R$ 800 mil encontra pouquíssima opção em primeira e segunda quadra, e insistir em mostrar o que ele não pode pagar só queima a relação. A segunda é sazonalidade: a Meia Praia lota de verdade em janeiro e fevereiro, e quem procura sossego o ano inteiro precisa saber disso antes, não depois. O ponto forte real do bairro é escassez: a oferta de terreno novo praticamente acabou, o que sustenta preço mesmo com muita torre saindo.

O Centro é o bairro para quem quer praia com menos gente e vida de cidade a pé. A Praia do Centro é menor e mais abrigada que a Meia Praia, e o comércio de rotina (mercado, banco, farmácia, prefeitura) está todo ali. Com o m² em torno de R$ 18.870, é o meio de campo natural entre o alto padrão da orla e o preço de bairro. Funciona muito bem para casal aposentado e para quem quer morar sem carro.

Morretes é o bairro mais extenso e populoso de Itapema, entre a Praia do Centro e a Meia Praia, e é onde mora a maior parte de quem vive na cidade o ano inteiro. Os lançamentos ali costumam ficar na faixa de R$ 582 mil a R$ 949 mil, contra R$ 690 mil a R$ 4,9 milhões na Meia Praia, segundo comparativo entre os dois bairros. A vantagem comercial de Morretes é o acesso: fica colado na BR-101, então quem trabalha em Itajaí ou Balneário Camboriú economiza tempo real todo dia. A ressalva honesta é que não é bairro de vista mar nem de operação de temporada forte, e vender Morretes com argumento de diária de alta temporada é criar uma frustração garantida na primeira janeiro.

Uma regra prática que funciona no atendimento: se o cliente fala em "renda de temporada", a conversa é Meia Praia. Se ele fala em "vou morar e trabalhar aqui", a conversa começa em Morretes e no Centro. Se ele fala em "quero os dois", vale explicar que o imóvel que rende bem no verão e o imóvel confortável para o ano inteiro raramente são o mesmo.

Como comparar com Balneário Camboriú e Itajaí sem menosprezar a concorrência

O comprador de Itapema quase sempre está comparando com Balneário Camboriú, e às vezes com Itajaí. O erro mais comum de corretor iniciante é tentar "vencer" a comparação atacando a cidade vizinha. Isso raramente convence, porque o lead geralmente já pesquisou e sabe que as duas cidades têm méritos reais.

14% ao ano valorização da Meia Praia em Itapema, segundo o FipeZap
145% valorização acumulada do m² em Itapema entre 2019 e 2025
até 30% mais barato que Balneário Camboriú no custo de vida diário (hospedagem, gastronomia, estacionamento)
Fontes: índice FipeZap (Forbes, jun/2026) e levantamento de rentabilidade de temporada em Itapema.

A forma que funciona melhor é apresentar como perfis diferentes, não como ranking. Balneário Camboriú entrega arranha-céus, vida noturna e infraestrutura urbana consolidada. Itapema entrega um ambiente mais tranquilo, praias menos cheias e um ritmo mais familiar, com a Meia Praia funcionando como o point de alto padrão da cidade. Itajaí, por sua vez, entra na conversa como opção de preço mais acessível com porto e mais empregos formais, o que faz diferença para quem precisa de renda local e não só de vista.

Vale lembrar uma coisa que quase ninguém fala: a liderança do ranking de m² entre Itapema e Balneário Camboriú é decidida por margem de poucos reais e já trocou de mãos mais de uma vez em poucos meses. Usar "somos o m² mais caro do Brasil" como argumento central é apostar numa posição que pode virar na próxima leitura do índice. A pergunta certa para devolver ao cliente não é "qual cidade é melhor", é "o que você quer no seu dia a dia": agito urbano, tranquilidade ou custo mais baixo.

Argumentos para quem quer investir vs. quem quer morar

São dois perfis de comprador com argumentos completamente diferentes, e usar o argumento errado no perfil errado é um dos motivos mais comuns de perder venda.

Para quem quer investir, o argumento central é rentabilidade: retorno bruto anual estimado entre 8% e 11% para aluguel por temporada, com taxa de ocupação de 92% a 97% no verão e diária média entre R$ 650 e R$ 950 para dois quartos frente-mar, segundo levantamento de rentabilidade de temporada na cidade. Esse número só se sustenta em unidade bem localizada e bem operada. Um dois quartos em Morretes não replica a performance de um frente-mar da Meia Praia, e é exatamente aí que muito corretor cria expectativa que o imóvel não entrega.

Para quem quer morar, o argumento central não é rentabilidade, é qualidade de vida: ambiente mais tranquilo que Balneário Camboriú, praia mais familiar, e um custo de vida diário mais baixo que o valor do m² sugeriria à primeira vista. Aqui vale abrir três coisas antes do cliente descobrir sozinho: a limitação de hospital e escola, o valor da mensalidade escolar particular, e o peso da taxa de condomínio num prédio com lazer completo. É exatamente o tipo de transparência que evita arrependimento pós-venda e devolve indicação depois.

O que NÃO prometer

Existe uma linha entre argumento de venda honesto e promessa vazia, e cruzá-la custa caro em recomendação e reputação.

  • Não prometer que "o preço só vai subir": a liderança do ranking de valorização no litoral catarinense já mudou de mãos mais de uma vez em poucos meses, por margem de poucos reais no m².
  • Não prometer rentabilidade fixa de aluguel por temporada como se fosse garantida para qualquer imóvel: 8-11% é uma média que depende de bairro, andar, vista e gestão, não um contrato.
  • Não vender bairro fora da orla com argumento de diária de alta temporada. Morretes tem méritos reais de moradia, mas não replica a operação de temporada da Meia Praia.
  • Não minimizar a limitação de hospital e escola para fechar uma venda mais rápido com quem vai morar fixo com filhos.
  • Não tratar o trânsito da BR-101 como exagero. Existe decisão da Justiça Federal de 2026 reconhecendo dano moral coletivo pelos congestionamentos, e o cliente que dirigiu até aqui em janeiro sabe do que está falando.
  • Não esconder o volume de oferta concorrente na revenda. Milhares de anúncios ativos só na Meia Praia é um fato público, e o comprador vai encontrar isso em cinco minutos de portal.
  • Não tratar Balneário Camboriú ou Itajaí como cidades inferiores: isso soa como venda forçada, não como orientação.
  • Não garantir que "com essa construtora não tem risco de atraso": nenhuma incorporadora está imune, o que existe é proteção contratual (Lei do Distrato), não imunidade.

Script pronto para responder no WhatsApp

Quatro respostas que já cobrem as objeções mais comuns. É só copiar, colar no WhatsApp e adaptar ao nome do lead e do imóvel.

Resposta para "está caro" WhatsApp

Te entendo, [nome]. Esse número de R$ 15 mil o m² que sai na notícia é a média de Itapema inteira, e ela puxa muito pra cima por causa da Meia Praia, que está perto de R$ 25 mil. Longe da primeira quadra o cenário é bem outro. Me diz uma coisa pra eu não te fazer perder tempo: qual valor te deixa confortável? Com isso eu já te mostro o que existe de verdade nessa faixa.

Resposta para comparação com Balneário Camboriú WhatsApp

Faz muito sentido você olhar as duas, [nome]. Sinceramente, as duas são boas, mas por motivos diferentes: BC tem mais movimento, mais restaurante aberto o ano todo, prédio grande. Itapema é mais calma e a praia enche menos fora do verão. Te pergunto o seguinte: num domingo comum, você prefere ter opção de tudo por perto ou prefere sossego? Sua resposta já resolve metade da escolha.

Resposta sobre o trânsito da BR-101 WhatsApp

Não vou te dizer que o trânsito da 101 é exagero, [nome], porque não é. Em janeiro e fevereiro trava mesmo, e isso já foi até parar na Justiça este ano. O que muda o jogo é o uso: se você vai cruzar a rodovia todo dia pra trabalhar, isso pesa e a gente precisa olhar bairro com cuidado. Se é pra usar em feriado e férias, incomoda pouco. Qual dos dois é o seu caso?

Resposta para quem quer investir WhatsApp

Sobre temporada, [nome]: aqui o retorno bruto costuma ficar entre 8% e 11% ao ano, com ocupação de 92% a 97% no verão. Só que isso é média de imóvel bem localizado e bem operado, não vale pra qualquer unidade. Prefiro te mostrar 2 ou 3 opções que realmente entregam esse perfil e te explicar por que as outras não entregam, do que te prometer um número redondo e você descobrir a diferença no primeiro janeiro. Pode ser?

Autoavaliação rápida
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Marque o que já é hábito seu hoje, não o que você pretende decorar.

Qual o próximo passo

Ter o dado certo na ponta da língua é só metade do trabalho. A outra metade é responder rápido, porque o mesmo lead que está comparando Itapema com Balneário Camboriú também está, quase sempre, comparando você com outro corretor respondendo ao mesmo tempo. Quem chega primeiro com a objeção já resolvida tem uma vantagem que nenhum argumento sozinho compensa.

Pedrovysk

Especialista em atendimento e automação comercial para o mercado imobiliário na VGV X. Já ajudou mais de 40 incorporadoras a reorganizar o funil de resposta a leads.

Como responder quando o cliente diz que o preço em Itapema está caro demais?

O primeiro passo é validar o susto: quem pesquisou preço em Itapema há 3 ou 4 anos e volta a olhar hoje realmente encontra um número que não bate com a memória, e reagir como se isso fosse exagero do cliente só afasta. Itapema tem hoje o m² residencial mais caro do Brasil, cerca de R$ 15.226 segundo o índice FipeZap. O ponto é que esse número é a média da cidade inteira, não o preço da unidade que ele vai comprar: na Meia Praia o m² gira em torno de R$ 25.679, no Centro fica perto de R$ 18.870, e em bairros como Morretes há lançamento saindo abaixo de R$ 1 milhão. Antes de discutir preço, vale descobrir em que bairro o cliente cabe.

O que responder para quem tem medo de Itapema desacelerar depois de tanta valorização?

Essa dúvida costuma vir de quem já viu alguma cidade litorânea esfriar depois de um boom, e ignorar esse medo com um genérico 'aqui só sobe' é queimar a própria credibilidade. Reconhecer o risco em vez de negar: quase metade da economia local depende de construção civil, então uma desaceleração do setor afeta a cidade mais do que afetaria uma economia diversificada. O contraponto real é que a demanda represada e a baixa oferta de imóvel pronto seguem sustentando o ciclo, mas vale recomendar ao cliente avaliar o próprio horizonte de tempo, não só o discurso de 'aqui só sobe'.

Cliente perguntou sobre hospital e escola em Itapema, o que dizer?

Essa pergunta quase sempre esconde uma ansiedade maior: se algo der errado com a família aqui, eu vou estar desamparado? Moradores relatam no dia a dia a sensação de serem encaminhados de um posto para outro em casos mais complexos, o que reforça que vale ser direto em vez de vender só a parte boa. Itapema tem hospital (Hospital Santo Antônio) e poucas escolas de ensino médio comparado a Itajaí ou Balneário Camboriú, então casos mais complexos de saúde e ensino médio completo costumam levar famílias a se deslocar até as cidades vizinhas. Escola particular na cidade parte de cerca de R$ 528 e mensalidades de fundamental e médio ficam geralmente entre R$ 1.300 e R$ 2.000, número que vale colocar na conta do cliente antes dele descobrir sozinho.

Quanto custa a taxa de condomínio em Itapema e como falar disso com o cliente?

Falando antes de ele perguntar, porque é a conta que mais gera arrependimento depois da mudança. Levantamentos de custo de vida para Itapema estimam gasto mensal na casa de R$ 7.150 para um perfil médio, e prédio novo com piscina, academia, salão e portaria 24 horas em Meia Praia costuma pesar bem mais na taxa do que um prédio antigo de Morretes ou do Centro. O argumento honesto é que taxa de condomínio acompanha o pacote de lazer: se o cliente não vai usar a piscina aquecida e o espaço gourmet, existe unidade equivalente em bairro vizinho com taxa menor, e mostrar isso costuma render mais confiança do que empurrar a torre mais completa.

O trânsito na BR-101 é um problema real para quem mora em Itapema?

É, e negar isso não funciona porque qualquer cliente que dirigiu até a cidade em janeiro já sentiu. Em julho de 2026 a Justiça Federal condenou a ANTT a indenizar nove municípios do litoral norte catarinense, incluindo Itapema, em R$ 1 milhão cada, reconhecendo dano moral coletivo por 'desconforto, ansiedade e irritação' causados pelos congestionamentos crônicos da BR-101. A forma útil de tratar isso na venda é prática: perguntar com que frequência o cliente vai precisar cruzar a rodovia no dia a dia. Quem trabalha em Itajaí todo dia sente muito; quem compra segunda residência para usar em feriado sente pouco. E dentro da cidade existe diferença real: Morretes é colado na BR-101 e Meia Praia depende de acessos que travam no verão.

Como comparar Itapema com Balneário Camboriú sem falar mal da vizinha?

Apresentando como perfis diferentes, não como melhor e pior: Balneário Camboriú tem arranha-céus, vida noturna e infraestrutura urbana mais consolidada; Itapema tem ambiente mais tranquilo, praias menos cheias e Meia Praia como point de alto padrão, com valorização de cerca de 14% ao ano segundo o FipeZap. A pergunta certa a devolver ao cliente é o que ele valoriza no dia a dia, não qual cidade é melhor de forma abstrata.

Como responder ao cliente que acha que tem apartamento demais à venda em Itapema?

Reconhecendo que ele está olhando a coisa certa. Só na Meia Praia as plataformas listam milhares de apartamentos anunciados ao mesmo tempo, e mais de 40 torres acima de 20 andares estão em lançamento ou obra na cidade. Isso não invalida a compra, mas muda o argumento: quem compra para revender em 2 ou 3 anos vai concorrer com muita oferta parecida, então a diferença passa a estar em atributo escasso (vista definitiva, andar alto, planta diferenciada, prédio com posicionamento único), não em metro quadrado genérico. Ser honesto sobre isso na frente do cliente é o que separa uma indicação de um empurrão de estoque.

Vale a pena argumentar aluguel por temporada para quem quer investir em Itapema?

Sim, com o dado certo: levantamentos de mercado mostram retorno bruto anual entre 8% e 11%, com ocupação de 92% a 97% no verão e diária média girando entre R$ 650 e R$ 950 para unidades de dois quartos frente-mar na alta temporada. É um número forte, mas sempre condicionado a localização e gestão do imóvel, nunca uma garantia igual para qualquer unidade. Uma unidade em Morretes, longe da orla, não replica o desempenho de uma frente-mar da Meia Praia, e prometer que sim é o erro mais caro que um corretor pode cometer nesse assunto.

Cliente tem medo de comprar na planta e a obra atrasar, o que responder em Itapema?

Esse medo é legítimo e comum: histórias de atraso na entrega de imóvel na planta circulam em qualquer cidade com volume alto de lançamento, e Itapema lançou muito nos últimos anos. Em vez de prometer que com essa construtora não acontece, o argumento correto é mostrar o que protege o comprador de fato: a Lei do Distrato (Lei 13.786/2018) já prevê prazo de tolerância de 180 dias e, passado isso, o comprador pode escolher entre distrato com devolução dos valores pagos ou manter o contrato recebendo indenização mensal. Vale revisar esse prazo no contrato antes de assinar, não só confiar na reputação da incorporadora.

Fontes e referências (9)
  1. Forbes Brasil — Itapema supera Balneário Camboriú e passa a ter o m² mais caro do país (índice FipeZap) Base do dado de R$ 15.226 por m² e da liderança nacional de valorização
  2. Viver em SC — Meia Praia 2026: endereço premium do segundo maior m² do Brasil Base dos preços por bairro (Meia Praia, Centro e média da cidade) em março de 2026
  3. Lançamentos Itapema — Meia Praia ou Morretes: qual bairro escolher Base da comparação de faixa de preço e perfil entre os dois bairros
  4. Lançamentos Itapema — quanto rende alugar por temporada em Itapema Base do retorno de 8% a 11% ao ano e das taxas de ocupação de verão
  5. ND Mais — nove cidades do litoral norte de SC recebem indenização por congestionamentos na BR-101 Decisão da Justiça Federal de julho de 2026, base do argumento sobre trânsito na BR-101
  6. NSC Total — BR-101 em SC vira 'salve-se quem puder' e moradores lidam com improvisos e medos Relatos de moradores sobre o gargalo da rodovia no litoral norte
  7. MySide — custo de vida em Itapema em 2026 Base dos valores de aluguel, escola particular e gasto mensal médio
  8. Imovelweb — apartamentos à venda na Meia Praia, Itapema Contagem de anúncios ativos usada no argumento sobre concorrência na revenda
  9. Planalto — Lei 13.786/2018 (Lei do Distrato) Prazo de tolerância de 180 dias e indenização por atraso de obra